Reformar a casa ou pagar o financiamento: eis a questão!

Em Educação financeira por André M. Coelho

Você tem algum dinheiro extra e está se perguntando se deve usá-lo para pagar seu financiamento ou fazer algumas melhorias casa. Ambas opções são muito ilíquidas. Porém, você não pode obter o seu dinheiro de volta depois de gastá-lo com uma ou outra opção. Portanto, verifique se você tem bastante dinheiro extra para cobrir entre seis e doze meses de despesas em um fundo de emergência antes de fazer qualquer um dos investimentos.

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Já as reformas em uma casa…

Retorna em casa melhorias são muitas vezes mais modestos. Comece perguntando a si mesmo esta pergunta:

Como é o valor da minha casa em comparação com outras casas na vizinhança? Se você tem uma das casas mais caras, fazer melhorias, provavelmente, não é algo bom, financeiramente falando. No entanto, esta é a sua casa. É mais do que apenas um investimento. Então, pergunte a si mesmo uma segunda pergunta:

Quanto tempo você pretende viver lá? Quanto mais tempo você pretende ficar no imóvel, maiores os retornos emocionais. Isso é um ponto importante a considerar, porque o dinheiro não é tudo.

Que tipos de melhorias produzem os melhores retornos financeiros? A maioria das grandes despesas não voltam muito no valor do imóvel. Melhorias cosméticas geralmente apresentam um retorno melhor, como pintura, novo piso, paisagismo, e esses tipos de coisas. Remodelação da cozinha ou casa de banho pode render um retorno razoável, especialmente se eles se parecem um pouco ultrapassados, desde que você não exagere demais.

Pesando suas opções

Determine o quanto isso vai custar para suas melhorias desejadas. Em seguida, peça a um corretor de imóveis ou um avaliador para descobrir o aumento esperado do valor da sua casa. Agora calcule o seu retorno:

Retorno = (Aumento no Valor – Custo das Melhorias) ÷ Custo das Melhorias

Compare isso com sua taxa de financiamento. Se o retorno para fazer as melhorias da casa é significativamente maior, você pode pensar em fazer as melhorias em vez de pagar seu financiamento. Basta ter em mente que esta não é uma comparação por igual, pois pagar sua hipoteca é ter mais dinheiro no bolso no longo prazo, enquanto fazer melhorias não garante que o dinheiro voltará ao seu bolso.

Comparando opções entre pagar financiamento e reformar casa

Levando em conta apenas o lado financeiro, pagar extra pela sua casa é a melhor opção. Mas há muito mais que você deve levar em consideração ao avaliar as opções. (Foto: www.news.com.au)

Escolhendo as melhorias que te dão maior retorno

Se você escolher as melhorias, pensemos nas opções: João quer substituir as janelas. Sua esposa quer remodelar a cozinha. O que seria melhor para o dinheiro? É por razões estéticas ou João está pensando sobre a eficiência energética das janelas? Odiamos decepcionar a esposa de João, mas é um grande momento para substituir janelas ou fazer outras melhorias de eficiência energética. A cada ano fica mais quente, a eletricidade aumenta e mais luz/vento dentro da casa significam grandes economias. Além disso, você pode incluir obras no Imposto de Renda e conseguir alguns descontos. Os retornos de longo prazo com melhores janelas não são garantidos, mas frente à uma reforma estética da cozinha, as janelas ganham.

Dois cenários: os pagamentos extras/quitação do financiamento ou reformas na casa?

Vamos dizer que seu empréstimo inicial foi de R$150 mil a 5% de juros anuais. Você está agora cinco anos em sua hipoteca de 30 anos e você tem que tomar essa difícil decisão: Você começa a fazer pagamentos extras sobre o financiamento ou você faz as reformas?

Cenário 1: Você decide fazer os pagamentos extras até que o financiamento seja quitado

Sua situação de fluxo de caixa mudou e você descobre que você pode fazer um pagamento extra de R$ 450 a cada mês. Você sabe que esta ação vai lhe poupar dinheiro em juros, mas o impacto que isso realmente tem?

Na marca de cinco anos, cada pagamento adicional de R$450 poderá anular cerca de R$1.100 em juros. Isso significa que cada vez que você pagar R$450 além do pagamento regular do financiamento, você basicamente só coloca R$1.100 em seu bolso, porque você nunca tem que pagar esses juros. Se você continuar esse pagamento adicional a cada mês, você vai economizar mais de R$57.097 e pagar a sua casa quase 13 anos mais cedo.

Cenário 2: Você decide reformar a casa

Você simplesmente não podia olhar para aquela cozinha. Era a hora de uma atualização. Vou dar-lhe o benefício da dúvida e supor que você tenha dinheiro para essa atualização e não está usando um empréstimo. Ao invés de pagar por um profissional para fazer o trabalho, você decide assumir o projeto sozinho. Entre sites e YouTube, você aprende a fazer tudo e gastar apenas R$10.000. O valor de sua casa aumentou em R$15.000 e você está se sentindo muito bem sobre a transformação. A questão ainda pesa sobre você, porém, “será que tomei a decisão certa?”.

Que decisão é certa?

Bem, como é o caso de muitas decisões difíceis, depende, como já falamos acima. Se, entretanto, você planeja ficar em sua casa pelos próximos 10 anos ou mais, então eu sugiro fortemente que você pague o financiamento e adie a reforma. Vamos dizer, cogitando a outra opção, que você reformou a cozinha. O custo de R$10.000, equivale a cerca de 22 meses de pagamentos extras. Por não pagar extra, você perdeu cerca de R$10.000 em poupança de juros (suas economias totais passarão de R$57 mil para R$47 mil).

Reforma: – 10,000

Valor da Casa: + 15.000

Poupança de juros através de pagamentos extras: – 10.000

Ao renovar a sua casa, você perdeu 5.000 dólares quando comparando a fazer pagamentos adicionais sem a reforma. Só que é importante lembrar que essa é uma decisão que vai além do dinheiro. Um exemplo está no meu próprio apartamento: terei de investir mais de R$10.000 para reformar o telhado da cobertura, que é antigo e de metal, tornando meu escritório um forno microondas. Poderia usar esse dinheiro para pagar o financiamento, mas estou investindo no conforto, já que essa reforma eu teria que fazer em algum momento no futuro.

Depois de ler isto, você escolheria reformar ou você faria pagamentos extras?

Sobre o autor

Autor André M. Coelho

Crédito ou débito? Esta é uma pergunta quase sempre feita ao se pagar com cartão mas é uma questão também comum na vida de muitos brasileiros. Com mais de 300 horas em cursos de finanças, empreendedorismo, entre outros, André formou-se em pedagogia e se especializou em educação financeira. Dá também consultorias financeiras e empresariais quando seus clientes precisam de ajuda e compartilha conhecimentos aqui neste site.

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