Os custos para obter um empréstimo e financiamento estão muito além de uma taxa de juros ou tarifa cobrada pelo seu banco. Para o financiamento de uma casa, por exemplo, existe um processo de legalização, impostos e seguros que precisam ser pagos ao fechar o contrato. Dependendo de quem está vendendo o empréstimo, os custos também variam, podendo chegar a até 6% do valor total do empréstimo.

É claro que você pode negociar preços, taxas e tarifas, se pesquisar com diferentes instituições financeiras. E para fazer esta negociação, o Banco Central do Brasil estabeleceu um cálculo que facilita e muito a vida do consumidor: o Custo Efetivo Total, ou CET.

O CET é uma fórmula que calcula todos os custos envolvidos em um financiamento, desde taxas e impostos até os juros do empréstimo. Existem fórmulas disponíveis que calculam tanto CET mensal quanto o anual e é com ele que você irá conseguir negociar as melhores taxas e juros.

Mas para entender melhor os custos envolvidos em um empréstimo e no CET, sabendo onde você pode cortar gastos ou pedir descontos para seu gerente, precisamos entender os elementos de um financiamento. Vamos considerar três categorias: os custos do financiamento/empréstimo, os encargos de transferência de propriedade (imóvel ou veículo) e os impostos estaduais e locais.

A ilegalidade da maior parte das tarifas de um financiamento ou empréstimo

Grande parte dos custos de um financiamento ou empréstimos estão ligados aos juros do mesmo, uma vez que é ilegal a cobrança de tarifas de administração ou de abertura de crédito. A cobrança de seguros é legal, vez que são serviços bancários que não estão ligados diretamente ao empréstimo mas sim, à aquisição do produto em si. (Foto: apartamentosnovosweb.com.br)

Para alguns casos de empréstimo, existia a cobrança de uma tarifa de abertura de crédito, que tinha a finalidade, em tese, de ressarcir a instituição bancária pelo fornecimento do crédito, principalmente em contratos de empréstimos e financiamentos, com a intenção de remunerar o banco pelo serviço de conceder crédito aos correntistas. Porém, a cobrança de tarifas de abertura de crédito ou de contratação, ou até da emissão de boletos de cobrança ou carnê de compensação (TAC, TEB e TEC) é ilegal, uma vez que é abusiva e transfere ao consumidor os custos administrativos intrínsecos à atividade financeira. O que o banco pode fazer é atrelar os custos de empréstimos com melhores taxas ao fornecimento de diferentes pacotes de serviços, desvinculando menores taxas para pacotes mais básicos. É também ilegal a cobrança de tarifas para a quitação total do financiamento.

Outras taxas que também são cobranças ilegais são a de avaliação de risco e a de administração do empréstimo. Todos estes valores, quando atrelados ao seu empréstimo, são cobranças ilegais e passíveis de punição para a instituição financeira que emitiu a cobrança.

Já o preparo da documentação do produto que está a ser adquirido, como um veículo novo ou uma casa, deve ser pago pelo usuário. Licenciamentos, despesas com a transferência de titularidade, impostos estaduais, federais e municipais devem ser pagos pelo cliente contratante do financiamento. Se houver algum custo legal, como a confecção de contratos ou a contratação de advogados, tais custos também devem ser pagos pelo cliente do banco.

No ato da contratação de um empréstimo, existem também serviços que o banco pode oferecer e não explicar direito como funcionam. Para imóveis, os bancos oferecem um seguro contra acidentes à propriedade, que ressarcirá o comprador ou mesmo o banco (no caso de financiamento do tipo leasing) em caso de danos ou uma perda total da propriedade, incluindo também o seguro contra roubos. Há também um seguro que garante que o empréstimo, no caso da morte do contratante, não seja repassado aos seus herdeiros ou responsáveis legais pelas finanças do falecido.

Finalmente, temos a taxa de juros mensal do empréstimo. Essa taxa de juros, junto a qualquer outro custo incluso pelo banco ou instituição financeira constitui o Custo Efetivo Total, que pode ser calculado tanto com a fórmula disponível no site do Banco Central do Brasil ou por esta calculadora online do Procon de São Paulo. Não se esqueça: quanto mais você pesquisar, mais fácil e melhor ficará para você obter seu financiamento com os melhores e menores custos.

2 comentários para “Como saber as taxas e impostos ocultos em um financiamento?”

  1. Maria Sousa

    Olha, fico orgulhosa vê um site como este no Brasil de ótima qualidade. Esclarece mesmo nossas dúvidas. Eu entrei apos pesquisas no Google sobre cartão de crédito apenas, acabei por vê quase todos os artigos aqui, fui olhando e tirando dúvidas através dos artigos, acabei vendo muito mais… Parabéns idealizadores!

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    • Equipe Crédito ou Débito

      Oi Maria!

      Nós é ficamos felizes com este tipo de reconhecimento.
      Estamos sempre escrevendo sobre assuntos aqui que são em sua maioria relacionados à dúvidas de leitores.
      Caso tenha sugestões de artigos e ou dúvidas das quais ainda não tratamos aqui, por favor deixe um comentário com ideias para que possamos abordar o tema no futuro.

      Muito obrigado.

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