Há uma diferença considerável entre um financiamento e um empréstimo. Em ambos você terá custos, traduzidos pelos juros. Um deles envolve, geralmente, juros mais baixos, enquanto o segundo envolve juros mais altos. Só que não podemos considerar apenas isso na hora de comparar estas duas formas de obter dinheiro no mercado financeiro.

Entendendo os financiamentos e os empréstimos

Financiamentos e linhas de crédito/empréstimos, representam dois métodos diferentes obter recursos para empresas ou indivíduos.

Financiamentos típicos podem incluir hipotecas, crédito educacional, financiamento de automóveis e alguns tipos de empréstimos pessoais. Estes são obtidos uma só vez, com as extensões de montante fixo de crédito que tendem a ser pagos através de parcelas consistentes e periódicas.

Linhas de crédito/empréstimo são geralmente vistos como um limite de endividamento estendido para um consumidor, e os fundos podem ser emprestados novamente mais tarde depois que o dinheiro é reembolsado. Há linhas de crédito não rotativo, mas a maioria não tem uma “data final” para acabar. Exemplos são o cartão de crédito e o cheque especial.

Diferenças entre financiar e pegar emprestado

Comparando empréstimos e financiamentos você poderá encontrar os menores custos de juros para seu bolso e economizar um bom dinheiro. (Foto: www.coastal24.com)

Diferenças entre financiamentos e empréstimos

Há várias diferenças “gerais” entre empréstimos e linhas de crédito. Grandes dívidas, como uma casa ou um carro, tendem a ser feitas através de financiamentos. Estes são mais propensos a estarem protegidos, dando maior segurança ao mutuário e ao credor. Linhas de crédito e empréstimos tendem a ter maiores taxas de juros e montantes mínimos de pagamento menores. Empréstimos geralmente criam impactos mais imediatos, sobre seu perfil financeiro e sua capacidade de pagamento. Financiamentos acabam também tendo custos mais altos do que empréstimos, no longo prazo, sendo que no curto prazo, a realidade é a inversa.

Duas grandes diferenças entre estes dois métodos de financiamento envolvem o “quando” e o “para quê.” Se você for aprovado para um financiamento, quem vende o bem (imóvel, veículo, reformas etc) recebe o montante total imediatamente e geralmente começam com pagamento de juros sobre os fundos imediatamente. Se você for aprovado para um empréstimo, você receberá a capacidade de pegar emprestado até uma certa quantidade, mas você não vai receber uma grande quantia ou transferência de dinheiro já de cara. A acumulação de juros só começa quando você realmente faz uma compra usando o empréstimo.

Muitos financiamentos também exigem uma finalidade específica. Por exemplo, você pode buscar o crédito estudantil para pagar o ensino superior, financiamento para comprar uma propriedade, etc. Empréstimos, no entanto, não têm um propósito de compra específico. As compras podem ser feitas de uma variedade de itens sem a aprovação do credor, e os ativos a serem comprados não precisam de avaliação.

Deste modo, empréstimos representam uma ferramenta de pegar dinheiro emprestado muito mais flexível. Os pagamentos também tendem a ser muito mais flexíveis, uma vez que os valores e as datas de compra são incertas. Esta incerteza é compensada por maiores taxas de juros e, por vezes, empréstimos mais elevados. Os juros substituem a segurança que um credor obtém por ter ativos envolvidos e que podem ser vendidos para repor a dívida do empréstimo. Só que ainda é possível “proteger” a linha de crédito através do penhor de bens, consignação de salário e até ativos que já são seus, como veículos e imóveis.

Devo escolher um financiamento ou empréstimo?

Um financiamento vai, obrigatoriamente, envolver a compra de um serviço ou bem. Este pode ser um veículo, um imóvel, material de construção, equipamentos e ferramentas para seu negócio ou sua casa, entre outros. Alguns destes financiamentos recebem incentivos do Governo, tais como o financiamento habitacional e alguns tipos de financiamento para negócios. Esta é uma garantia que se traduz em menores juros. Além disso, por envolver um ativo financeiro, o credor pode usar tal ativo como forma de pagamento do mutuário inadimplente, resultando em menores juros. Há, porém, algumas limitações.

Você pode não obter recursos suficientes para o financiamento de um ou outro bem. Veículos mais antigos, por exemplo, geralmente não são financiados por instituições financeiras, e você vai acabar precisando buscar um empréstimo pessoal ou recursos próprios para pagar pelo veículo mais antigo. Há condições para o financiamento, tanto por parte do ativo/serviço a ser obtido quanto por parte do mutuário.

Um empréstimo/linha de crédito não necessariamente exige uma contrapartida do mutuário. Este empréstimo é calculado de acordo com a análise de risco do mutuário, avaliando sua capacidade de endividamento principalmente com a comprovação de sua renda e de seus bens. Estes podem até ser usados como garantia no empréstimo, de forma a garantir um limite maior para sua linha de crédito ou juros mais acessíveis. O empréstimo também não vai exigir uma contrapartida ou ser criterioso de como o dinheiro será gasto, proporcionando maior flexibilidade para seu uso. Só que tudo isso se traduz em maiores riscos para os credores, que aumentam os juros por conta da insegurança pelo possível não pagamento do empréstimo. Nem sempre, porém, um empréstimo será mais caro do que um financiamento.

Você deve pesquisar preços para encontrar as melhores ofertas e menores juros, negociando com diferentes bancos e instituições financeiras. Pese as melhores oportunidades e use esse tempo de pesquisa para economizar mais dinheiro e contribuir com uma maior parcela na entrada, gerando menores custos para o dinheiro emprestado.

Você já usou um empréstimo ou financiamento? Como você fez para encontrar os menores juros? Encontrou menores juros nos empréstimos ou nos financiamentos?

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