Apesar das crises econômicas que o mundo passa, as grandes empresas do mundo conseguem manter uma grande estabilidade e tendem a terem uma considerável valorização sobre suas ações todos os anos. A maioria destas grandes empresas só tem ações fora do Brasil, o que acabava por dificultar sua compra por investidores brasileiros.

Uma das formas que os investidores brasileiros usavam para investir seus recursos em ações de empresas estrangeiras era usar o intermédio de uma corretora fora do país e abrir uma conta no exterior. Porém, existe uma burocracia para este processo que pode intimidar a maioria dos investidores interessados. Alguns países podem exigir a residência comprovada no país, contas em bancos específicos entre outros fatores. Fora isso, para muitos, os custos de ter uma conta fora do país podem ser altos de forma a reduzir os retornos das ações e assim, tornarem os investimentos em ações estrangeiras menos atrativas.

Pensando na praticidade e globalização dos investimentos, a BM&FBovespa passou a negociar ações de empresas norte-americanas através de BDRs, Brazilian Depositary Receipts. Estes funcionam como um certificado e propriedade sobre ações de empresas como Google, Apple, Exxon Mobil entre outras, e serão armazenadas em bancos ou instituições financeiras nomeadas para tais fins.

Este tipo de investimento é voltado para investidores médios e grandes, já que são altos os recursos que precisam ser alocados para tais investimentos. Um investidor de pequeno porte deverá buscar fundos de investimentos que utilizem tais ações como parte integrante da carteira de investimentos.

Ações de empresas internacionais

A NASDAQ tem algumas das empresas mais valiosas do mundo. Não é a toa que se tornar a cada dia um alvo maior dos investidores brasileiros. (Foto: blog.invistaativa.com.br)

Para fazer uma aplicação financeira nas ações estrangeiras, um investidor interessado precisa procurar um banco, corretora de valores ou administradoras de fundos de investimentos para encontrar um investimento do qual as BDRs façam parte. Investidores de pequeno porte não tem como escolher ações específicas de empresas estrangeiras que farão parte de sua cota. A tendência, porém, é que haja uma personalização de tais investimentos com ações mais específicas e com diferentes graus de risco.

Há mais limitações para tais investimentos. A legislação brasileira estabelece que fundos de investimentos multimercado podem investir apenas 20% de seu patrimônio em ações de empresas estrangeiras. Para demais fundos, o valor cai para 10%. Mesmo com tais limitações, a diversificação de investimentos em ações de empresas estrangeiras ainda é uma valiosa forma de reduzir riscos na hora de diversificar os investimentos. Deve ser levada em consideração também as taxas cobradas pelos fundos de investimento para calcular o retorno sobre o investimento feito.

Talvez, a maior desvantagem seja ainda não haver um acesso aos investimentos nas start-ups (empresas inovadoras de pequeno porte de alto risco, iniciando seus trabalhos) norte americanas e investimentos diretos nos IPOs (Initial Public Offering) de grandes empresas. Mas já é um começo. Investidores que buscam investimentos em IPOs e start-ups devem buscar outros meios, como os citados no início deste artigo.

É importante lembrar que não são todas as instituições que fazem estes investimentos, sendo necessário que você procure as instituições que tenham fundos específicos com estas ações em suas carteiras. Pesquise, compare taxas, compare o retorno já obtido por outros investidores e confirme se este será  o melhor caminho para seus recursos financeiros.

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