Quando alguém morre, além da tristeza da perda do ente querido, há uma enorme quantidade de burocracia pela qual a família tem de passar para registrar o óbito, organizar a vida da família e principalmente, registrar tudo que o falecido tinha para fins de herança e organização financeira. Para este registro é feito o inventário, facilitando então a legalidade da transmissão dos bens para os herdeiros.

 O que é um inventário e para que ele serve?

O inventário não é apenas um registro dos bens do falecido. É todo um procedimento para a transferência dos bens e direitos de um falecido para todos seus herdeiros. O inventário é feito apenas e somente quando o morto não deixou testamento.

Quais os documentos necessários para fazer o inventário?

  • Certidão de óbito;
  • RG e CPF de quem morreu;
  • RG e CPF dos herdeiros;
  • Se casados, acrescentar a certidão de casamento;
  • Certidão de propriedade dos bens: carros, imóveis;
  • Extrato bancário de quem morreu, para avaliar o patrimônio financeiro.

Como fazer um inventário?

Há duas formas possíveis para o inventário ser feito: judicialmente ou extra-judicialmente. O segundo caso pode ser feito quando não há dívidas do falecido e todos os herdeiros são maiores de idade e capazes. O primeiro caso é quando os herdeiros não concordam com a divisão, há dívidas ou um testamento que define quem receberá a herança.

Necessidade do inventário

As heranças familiares são garantidas através do inventário para aqueles falecidos que não fizeram um testamento. (Foto: casaeimoveis.uol.com.br )

No caso extra judicial, mais simples, basta que a família vá a um colégio notarial, que é um órgão de administração pública responsável por armazenar todos os testamentos feitos em qualquer cartório de todo o Brasil, e solicitar uma certidão de inexistência de testamento. A família deve então ir a um cartório de notas com a documentação que comprove tudo o que o falecido tinha em vida, tais como certidão de propriedade de imóveis, carros e documentos da pessoa que morreu como RG, CPF além é claro, da certidão de óbito. Faça uma escritura pública e então, os bens poderão ser transferidos.

No inventário judicial, é necessária a intervenção de um advogado que tem até 60 dias a partir do óbito para abrir o processo do inventário, pagando juros caso o prazo não seja respeitado. O juiz irá um inventariante responsável por administrar todo o patrimônio enquanto o processo corre na justiça.

Preciso fazer um inventário para a partilha de bens?

Não. É possível, via escritura, se os herdeiros forem maiores e capazes e o falecido não deixou dívidas legais.

Tenho que pagar para fazer um inventário?

Paga-se o valor de 4% dos bens para custos envolvidos (judiciários, cartórios etc), além de honorários de advogados.

Quando eu tenho que entrar com o pedido de inventário?

Contando da data do óbito, você tem até 60 dias para entrada dos papéis ou pagará multa de 20% sobre o valor do patrimônio e juros mensais de 1%.

7 comentários para “Como fazer um inventário de um falecido?”

  1. Josemar Queiroz dos Santos

    Boa tarde! Gostaria de saber se existe a possibilidade de se fazer um inventário de um iimóvel se a pessoa falecida não deixou nenhum herdeiro. Grato.

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    • Equipe Crédito ou Débito

      Josemar, consulte um cartório ou advogado de sua região para confirmar essa informação

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  2. Osmariza Monteiro

    Meus pais faleceram e nós herdeiros queremos vender a casa deles.O imóvel tem título de domínio e escritura pública de compra e venda.Por onde começar o inventário?
    Grata.

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    • Equipe Crédito ou Débito

      Osmariza, nosso artigo pode serhttps://www.creditooudebito.com.br/quanto-custa-fazer-inventario-como-agilizar/ pode te ajudar.

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  3. Renato

    Gostaria de saber se posso realizar uma transferencia pelo o internet bank de uma conta poupanca que me falecido pai deixou para uma conta de minha mãe? Eu tenho a senha e acesso a essa conta dele e meus irmão todos concordam com que o dinheiro fique para minha mãe!

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    • Equipe Crédito ou Débito

      Renato, o ideal é ir pelos meios judiciais para não ter nenhum problema depois. Mas, obviamente, é uma decisão de vocês.

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  4. Vera Rodrigues

    Meu pai faleceu a 15 anos e minha mãe abriu inventario. Meu irmão tomou a frente já que minha mãe ficou doente. Ela faleceu vai fazer um mês. Tinha poupança e pensão dela e do meu pai.Ficou imóveis também. Meu irmão e minha irmã tomaram frente sem me comunicar e dividiram os imóveis se beneficiando. As contas em banco e poupança não tomei conhecimento. Como fazer para levantar tudo que tinha no banco desde que meu pai faleceu.

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