FIES – O que você precisa calcular antes de começar?

Escrito na categoria "Empréstimos e financiamentos" por André M. Coelho.

Muitas pessoas que não possuem tantos recursos e querem fazer um curso superior acabam tendo de optar por uma instituição privada. Os motivos variam muito, entre eles a praticidade e maior facilidade de se entrar em uma faculdade particular. Em alguns casos, o curso pode não existir em uma universidade pública ou sequer na cidade do indivíduo. É pensando nessas pessoas que desejam continuar seus estudos e não tem uma condição financeira tão boa para arcar com os custos que surgiu o FIES, uma forma de financiamento com taxas reduzidas para quem tem pouca ou nenhuma condição de pagar seu ensino em uma Instituição de Ensino Superior Privada. Porém, não se empolgue tanto. Como todo tipo de empréstimo ou financiamento, você precisa se planejar, por parte de seus recursos estarão direcionados a estes pagamentos.

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O FIES pode financiar de 50% até 100% do curso superior. O financiamento mínimo é de 50% e o comprometimento da renda familiar mínimo deve ser de 20%. Portanto, assim que for contemplado pelo programa, é melhor se planejar para o pior dos cenários. São regras do FIES para o financiamento, retiradas diretamente do site:

“I – Para estudantes com renda familiar mensal bruta de até 10 (dez) salários mínimos:
a) até 100% (cem por cento) de financiamento, quando o percentual do comprometimento da renda familiar mensal bruta per capita com os encargos educacionais for igual ou superior a 60% (sessenta por cento);
b) até 75% (setenta e cinco por cento) de financiamento, quando o percentual do comprometimento da renda familiar mensal bruta per capita com os encargos educacionais for igual ou superior a 40% (quarenta por cento) e menor de 60% (sessenta por cento).
II – Para estudantes com renda familiar mensal bruta maior de 10 (dez) salários mínimos e menor ou igual a 15 (quinze) salários mínimos:
a) até 75% (setenta e cinco por cento) de financiamento, quando o percentual do comprometimento da renda familiar mensal bruta per capita com os encargos educacionais for igual ou superior a 40% (quarenta por cento);
b) de 50% (cinqüenta por cento) de financiamento, quando o percentual do comprometimento da renda familiar mensal bruta per capita com os encargos educacionais for igual ou superior a 20% (vinte por cento) e menor de 40% (quarenta por cento).
III – Para estudantes com renda familiar mensal bruta maior de 15 (quinze) salários mínimos e menor ou igual a 20 (vinte) salários mínimos:
a) de 50% (cinqüenta por cento) de financiamento, quando o percentual do comprometimento da renda familiar mensal bruta per capita com os encargos educacionais for igual ou superior a 20% (vinte por cento).”

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Programa de financiamento estudantil do governo

Aqueles que desejam estudar no ensino superior podem usar o FIES para pagar seus estudos. Como todo financiamento, requer um certo cuidado e planejamento para não cair em um débito sem fim. (Foto: sra.inatel.br)

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Obs.: O estudante matriculado em curso de licenciatura ou bolsista parcial do ProUni que solicitar o financiamento para o mesmo curso no qual é beneficiário da bolsa poderá financiar até 100% (cem por cento) dos encargos educacionais cobrados do estudante pela IES.

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De acordo com a situação em que você se encaixar, você precisa planejar: quanto do seu curso o FIES irá pagar e qual será o valor que desembolsará mensalmente e quanto do seu curso deverá sair diretamente de seu bolso e como você arcará com estes custos. Você terá de estudar como fará estes pagamentos, se irá trabalhar e estudar, se terá alguém para te ajudar nesse custeio ou se precisará trabalhar apenas mais próximo dos períodos finais do curso. Um recurso que você pode utilizar para poupar e gastar menos por mês é fazer menos matérias no curso. Isto prolongará o tempo total de seu curso mas irá resultar em um menor custo mensal. Mas pense: você só começará a pagar seu empréstimo depois do curso ter acabado. Porém, quanto antes você já poupar para o pagamento, melhor.

Novamente, ter um diploma em seu currículo vale a pena. Porém, se você não planejar, pode passar boa parte do início de sua vida profissional penando para pagar débitos estudantis.

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Sobre o autor

Autor André M. Coelho

Crédito ou débito? Esta é uma pergunta quase sempre feita ao se pagar com cartão mas é uma questão também comum na vida de muitos brasileiros. Com mais de 300 horas em cursos de finanças, empreendedorismo, entre outros, André formou-se em pedagogia e se especializou em educação financeira. Dá também consultorias financeiras e empresariais quando seus clientes precisam de ajuda e compartilha conhecimentos aqui neste site.

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