Como reequilibrar sua carteira de investimentos?

Escrito na categoria "Educação financeira" por André M. Coelho.

Equilibrar uma carteira significa espalhar investimentos em diferentes classes de ativos para gerenciar riscos. Enquanto não há maneira certa ou errada para equilibrar uma carteira, as circunstâncias definem o melhor momento de como e onde investir.

O importante a lembrar é que uma carteira não continua da mesma forma durante toda sua vida. Mudanças de uma carteira mudam com a idade, crescimento de renda e diferentes metas financeiras sendo atendidas. Balanceamento de carteira, em conjunto com a gestão de risco, muitas vezes, são fatores-chave para assegurar um rendimento saudável na hora de investir seu suado dinheiro

Examine a distribuição atual da carteira. Determine quanto dos investimentos serão alocados para ações, títulos, CDB e outros planos de caixa tipo de investimentos. Por exemplo, um investidor pode ter 45 por cento dos investimentos amarrados em ações, 25 por cento em títulos, e 30 por cento realizada em CDB ou títulod de baixo risco.

Examine os níveis de risco dos investimentos em cada categoria de ativo. Por exemplo, um investidor pode ter 25 por cento de sua alocação de ações de longo prazo em empresas de crescimento estável, e 75 por cento em empresas de tecnologia de alto risco. Se você é jovem, este tipo de investimento pode ser bom no longo prazo. Porém, recomendaria um reequilíbrio para valores menores para cada tipo.

Determine se todos os investimentos estão se aproximando do vencimento. Por exemplo, um investidor configura uma conta de investimento da faculdade para o filho 15 anos atrás. A criança, se aproximando da formatura do ensino médio, em breve será necessário utilizar essa conta faculdade. O investidor pode considerar reduzir os níveis de risco, já que há pouco tempo para compensar os riscos associados a uma estratégia de alto risco.

Balanceando a carteira

Antes que o mercado atinja seus recursos com prejuízos, reequilibre sua carteira de investimentos da melhor maneira possível. (Foto: blog.jemstep.com)

Determine o nível de risco aceitável para sua faixa etária. Por exemplo, um investidor jovem de 30 tem mais tempo para se envolver em investimentos de alto risco, já que sua data de aposentadoria ainda está longe. Ele tem mais tempo para compensar eventuais perdas que o investidor que tem 60 anos e precisa adotar uma estratégia conservadora para preservar fundos para a aposentadoria.

Determine se mais capital pode ser investido. Os aumentos de renda podem ser destinados a investimentos adicionais em categorias de ativos que estão sub-representadas. Por exemplo, o rendimento do investidor aumentou em 25 por cento. Nesse ponto, ele só tem investimentos em ações. Ele atribui algum capital adicional para investir em títulos poupança a longo prazo.

Determine se todos os investimentos precisam ser vendidos para compensar os ganhos de capital. Com investimentos não focados na aposentadoria, os ganhos irão desencadear um evento tributável. Estes eventos podem jogar um portfólio fora do equilíbrio em virtude da responsabilidade aumentada causada por sobre o desempenho dos investimentos. Porém, a maior parte dos investimentos, quando atingem um tempo mínimo de depósito, passam a pagar menos impostos, o que é uma grande vantagem.

Mantenha liquidez, enquanto ainda ganhar um retorno através da compra de títulos do tesouro. Converse com o banco sobre quais investimentos escalam em valores de retornos maiores.

Lembre-se de pagar os juros das dívidas o mais rápido possível. No momento de reequilibrar sua carteira, pode ser também um bom momento para quitar dívidas.

Certifique-se de que você está ciente de todas as taxas de investimento, taxas de resgate e taxas de administração que podem ser associados com seus investimentos. Além disso, confirme com pesquisas como funciona e o quão válidos são os tipos de investimento que você quer buscar.

Lembre-se que se alguém lhe oferece um investimento que promete um retorno que parece bom demais para ser verdade, é quase sempre sinal de uma transação fraudulenta. Todos os investimentos suportam algum elemento de risco e só muita sorte garante grandes retornos em curto prazo, que são extremamente raros.

Sobre o autor

Autor André M. Coelho

Crédito ou débito? Esta é uma pergunta quase sempre feita ao se pagar com cartão mas é uma questão também comum na vida de muitos brasileiros. Com mais de 300 horas em cursos de finanças, empreendedorismo, entre outros, André formou-se em pedagogia e se especializou em educação financeira. Dá também consultorias financeiras e empresariais quando seus clientes precisam de ajuda e compartilha conhecimentos aqui neste site.

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