Aluguel de cofre no banco? Como fazer e quanto custa?

Escrito na categoria "Bancos e instituições financeiras" por André M. Coelho.

Hoje em dia não é mais tão comum você ver as pessoas alugando cofres em bancos. Algumas instituições já até deixaram de fornecer esse tipo de serviço. Muitos indivíduos, porém, ainda precisam desse tipo de serviço, mas tem dificuldade em encontrar preços ou instituições que oferecem esse produto. Vamos explicar, contudo, como funcionam os cofres em bancos e instituições financeiras, os preços, e como encontrar uma instituição que ainda ofereça este tipo de serviço.

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Aluguel de cofre no banco: como funciona?

O aluguel de cofre no banco não é regulado por lei específica do Banco Central. Por isso, não é um serviço que vai estar em uma tabela de pacotes de serviços do seu banco, e dificilmente você encontrará regras específicas sobre o uso de cofres bancários no Brasil.

Outra questão importante é que os bancos brasileiros que oferecem o serviço de cofres evitam divulgar esse tipo de produto por uma série de motivos. Podem atrair o interesse de ladrões, que podem tentar assaltar os cofres do banco. Pode ocorrer também dos interessados pelos cofres armazenarem bens ilegais ou contrabandos, e o banco ser alvo de um mandado de busca e apreensão, gerando danos à imagem da instituição. Um roubo de cofre pode prejudicar, e muito, a imagem de um banco perante os clientes que buscaram a instituição para garantir a segurança de seus bens.

Por todos esses motivos, os cofres são geralmente oferecidos a clientes com um longo tempo de relacionamento com o banco, indicações confiáveis, ou clientes exclusivos e confiáveis. Raros são os casos onde o cofre pode ser contratado por um cliente novo, que acabou de fazer um contrato no banco. Esteja preparado para isso.

Por que usar um cofre?

Os cofres de bancos são raros hoje em dia, mas ainda existem para guardar os bens e valores de indivíduos que precisam desse tipo de segurança. (Foto: www.thehindubusinessline.com)

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Aluguel de cofre de banco: quanto é?

O aluguel de um cofre é cobrado por mês, de acordo com o tamanho do cofre. Os valores variam de 6% a mais de 55% do salário mínimo. Nesse valor, é recomendável que o indivíduo faça também um seguro do bem que está no cofre, para evitar dores de cabeça e possíveis problemas no futuro, caso o banco venha a ser assaltado. Porém, para fazer o seguro a pessoa tem que declarar os itens que estão no cofre, o que nem sempre é o que os clientes do banco querem fazer.

Quem precisa alugar um cofre no banco hoje em dia?

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Manter bens de valor em sua residência hoje em dia não é uma decisão inteligente. Estamos falando de moedas estrangeiras, jóias, colecionáveis de valor, itens de arte, entre outros. Imagine perder esses itens, ou deixar traças corroerem suas notas ou obras de arte? Ou talvez uma enchente ou incêndio destruírem seus bens.

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Em um cofre climatizado, tudo isso é evitado, e a segurança de suas riquezas é garantida. É um custo mensal que você terá, com certeza, mas tal custo será bem menor do que perder bens que podem ter um grande valor financeiro e/ou sentimental.

Testamentos, contratos, documentos familiares importantes, também podem ter seu lugar em um cofre de banco.

Quais bancos oferecem o serviço?

Você pode procurar na CAIXA, Banco do Brasil, Safra, Citibank, Santander, Itaú, são algumas das instituições que oferecem esse tipo de serviço. Vale lembrar que não são todas as agências que oferecem esse serviço, sendo as agências de tamanho médio ou grande (em regiões centrais e bairros maiores) geralmente as que tem os cofres para seus clientes. Bancos Private também possuem esse tipo de serviço, mas não é uma regra oferecerem mais cofres aos seus clientes hoje em dia.

Outras informações importantes

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Geralmente, no contrato do cofre, há uma cláusula de confidencialidade sobre o conteúdo do cofre. É importante verificar essa cláusula e a relação dela com o seguro dos bens no cofre, pois uma cláusula pode (em alguns casos) anular a outra.

Você já teve que usar um cofre de banco? Como foi para contratar o serviço? Foi caro? Valeu o investimento?

Sobre o autor

Autor André M. Coelho

Crédito ou débito? Esta é uma pergunta quase sempre feita ao se pagar com cartão mas é uma questão também comum na vida de muitos brasileiros. Com mais de 300 horas em cursos de finanças, empreendedorismo, entre outros, André formou-se em pedagogia e se especializou em educação financeira. Dá também consultorias financeiras e empresariais quando seus clientes precisam de ajuda e compartilha conhecimentos aqui neste site.

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