Originalmente, bolsas de valores envolviam principalmente transações entre bancos e empresas. Companhias vendiam ações para levantar capital dos bancos sem ter o trabalho de obtenção de um empréstimo. Por volta de 1820, as pessoas começaram a investir em ações e as empresas também começaram a negociar umas com as outras. Corretores autônomos e corretoras de valores foram formadas como uma forma de mediar profissionalmente essas transações. Hoje, a lei exige que todas as transações de ações sejam realizadas com a ajuda de uma corretora registrada, corretor independente ou por meio de uma instituição financeira credenciada.

Como escolher uma corretora de valores?

Quando eu me decidi por escolher uma corretora de valores, o que mais me importava era escolher aquela que fosse oferecer um bom suporte para alguém que pouco sabia sobre o mercado financeiro, o que era o meu caso. Fiz um curso de investimentos na bolsa com uma corretora de valores e fiz o cadastro com a empresa, sendo que não seria cobrado nada de mim pelo cadastro e só teria algum custo a partir do momento que algum investimento que tivesse algum tipo de lucro. Foi ótimo ter escolhido uma corretora que também funciona como educadora no mercado financeiro, uma vez que pude esclarecer muitas de minhas dúvidas, além de aprender detalhes que uma corretora “normal” provavelmente não seria capaz de esclarecer.

Especialistas em ações

No meu caso, escolhi minha corretora pois era a que mais demonstrava interesse em educar seus clientes. (Foto: guiadodinheiro.powerminas.com)

Como lucra uma corretora de valores?

Tradicionalmente, as corretoras têm feito a maioria de seus lucros por negociação de ações de intermediação. As empresas agem como um representante legal de seus clientes na bolsa de valores. A empresa corretora informa para a bolsa de valores que ações que gostaria de comprar ou vender, quantas ações e a que preço. A corretora, utilizando de ferramentas online, executa essas funções em nome do cliente e sob comando do cliente. A corretora recebe uma porcentagem dessas ações de compra e venda como taxa por cada comando de compra ou venda de ações.

No meu caso, como eu tinha poucos recursos, optei por começar meus investimentos por um clube de investimento. Só seria cobrada alguma taxa de mim a partir do momento em que meu investimento obtivesse algum tipo de lucro.

Aprendendo a lidar com os prejuízos

O clube de investimento é uma ótima modalidade para quem tem que aprender a lidar com prejuízos e a gestão de recursos. Por isso, foi muito importante amargar grandes prejuízos logo nos primeiros meses de investimentos e ver o dinheiro se recuperando devagar, com paciência. Com a mudança nas regras dos clubes de investimentos, que ficaram mais burocratizados, meu dinheiro foi retirado do clube do investimento. Mas o tempo que ele ali ficou, mesmo com algum prejuízo, foi crítico para meu desenvolvimento como investidor.

Os erros da corretora de valores

Percebi durante este tempo também que por ser um investidor de muito pequeno porte, a corretora de valores não me deu a atenção merecida. Quando meu dinheiro foi retirado da conta do clube de investimento, tal fato foi feito sem nenhum tipo de correspondência ou contato da empresa. O número de contato do corretor responsável pela minha conta no site da corretora dava sempre fora de área ou ocupado. Tive de ligar para a corretora para esclarecer minha dúvida sobre o que tinha acontecido com meu dinheiro, que tinha saído do clube de investimento. O caso foi resolvido, mas a comunicação foi falha por parte da corretora, o que poderia ter me poupado uma preocupação desnecessária.

Ações na Bolsa de Valores

Ao entrar em uma corretora, você estará com os menores custos para participar ativamente da BOVESPA. (Foto: economia.culturamix.com)

Corretoras como conselheiras financeiras

As corretoras podem atuar como consultores financeiros e de investimento. Neste papel, a empresa estuda necessidades financeiras imediatas e de longo prazo do cliente. A empresa elabora um plano de ação, assessorando o cliente em que as ações que ele deve comprar ou vender. A corretora deixa a escolha final para o cliente. Para este serviço, são normalmente cobradas taxas do cliente.

Neste aspecto, quando tive que trocar meu investimento do clube para outro tipo de investimento, fui aconselhado a buscar um rendimento mais fixo, com menores riscos, uma vez que eu tinha poucos recursos. O conselho foi bom, mas senti que eles poderiam ter oferecido mais opções até para a diversificação do investimento. Novamente senti que ter poucos recursos fez com que eles não me olhassem com bons olhos.

Considerações finais

Realmente, ter uma corretora de valores facilita muito o trabalho de investimentos, ao ter uma conta separada para gerir este dinheiro. Porém, ter poucos recursos irá fazer com que a corretora te deixe um pouco de lado e você terá de buscar a corretora por informações, e não o contrário. Lógico que ao ser curioso e insistente, eles irão fornecer muitas informações. Mas acho que falhas de comunicação podem ser o maior obstáculo na hora de fidelizar um cliente. No meu caso, ainda continuei com a corretora, mas estou sem investimentos no momento. Pretendo testá-la novamente em breve com uma carteira de baixo risco, escalando os investimentos gradualmente e acompanhando o desempenho de meus consultores.

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