Você está precisando daquela grana a mais durante o mês e resolve parcelar várias contas no cartão de crédito. Chega início do mês, na data de pagamento do cartão, você paga o mínimo e parcela o restante da conta nos próximos meses. Aí, no mês seguinte chega a surpresa: um valor extremamente alto cobrado em seu cartão. Você não tem idéia de onde surgiu quele valor porque não olhou os juros de seu cartão e viu quão altos eles são.

O Brasil tem a maior taxa de juros para cartões em toda a América Latina. Os juros são absurdos 323,14% ao ano! O segundo colocado, o Peru, a taxa é de 55%, quase um sexto da taxa brasileira. Devido a este custo elevado, é altamente recomendado ao consumidor evitar todo tipo de parcelamento do cartão de crédito, sempre optando pelo pagamento total da fatura e fugindo desta armadilha.

Para exemplificar melhor, vamos imaginar uma fatora de R$500,00 com juros de 11% ao mês (vamos ser bonzinhos). Vamos imaginar que o pagamento mínimo dessa fatura é de R$50,00 e que, durante o mês, você não consumiu mais nada neste cartão, pagando apenas o mínimo no mês anterior. No mês seguinte, você terá uma fatura de R$499,50, somada com os juros que você irá pagar. Se fizermos uma análise bem superficial, ao pagar R$50,00 você acabou só pagando R$0,50, pois no mês seguinte você continuou praticamente com a mesma dívida. E assim vai indo, gradativamente comendo seu dinheiro e sem efetivamente pagar sua fatura. Isso porque contabilizamos que você não vá consumir mais nada no cartão, fato que é na maior parte das vezes incorreto.

Um abuso contra o consumidor

As taxas de juros de cartões são abusivas e já há um movimento legal contra este abuso por parte do Poder Judiciário e do Poder Legislativo, mas ainda temos que aguardar para ver a aprovação de leis efetivas contra tais abusos. (Foto: proconbarretos.blogspot.com)

Quando o consumidor é iludido por estas formas de pagamento, eles podem chegar até a se tornarem reféns e vítimas de juros superiores a doze por cento ao ano, levando-os ao débito constante e a dificuldade de manter uma boa saúde financeira.

Há mais de dez anos o poder legislativo vem discutindo idéias sobre as taxas de juros dos cartões de crédito e do sistema financeiro nacional, pois não se justificam juros altos em um país de nível inflacionário relativamente baixo. O que presenciamos ainda é uma baixa motivação por parte de empresários do sistema financeiro e dos parlamentares de fazerem uma regulamentação mais justa do crédito.

Enquanto a legislação não é feita, o que o consumidor deve fazer é tentar escapar o máximo de dívidas no cartão de crédito. Tente focar o uso do seu cartão apenas para parcelamentos e compras online, já que ele é um empréstimo, ou seja, dinheiro que você não tem. Evite pagar sua alimentação e outros gastos do dia a dia nos cartões de crédito. Quanto menos você o o utilizar, melhor você estará gerindo suas finanças.

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