Seu filho pede sempre para comprar algo quando vocês vão ao shopping. Por mais que você explique, ele esperneia, chora e não entende que você não tem dinheiro para comprar algo ou não é o momento certo para isso. Mesmo uma criança tem capacidade de entender como funciona o dinheiro e a importância dele na sociedade. Mas como fazer isso?

Crianças muito pequenas, entre 2 e 6 anos de idade, entendem mais de docinhos e brinquedos do que conceitos abstratos, como entender porque um pedaço de papel e um pedaço de metal podem valer alguma coisa. Para eles entenderem o valor das coisas, eles tem que trabalhar para conquistar as coisas em casa. Se eles querem passear nos finais de semana, jogar videogames ou ganhar um brinquedo novo, eles tem que participar de algumas tarefas em casa. Pode ser organizar os próprios brinquedos, ajudar a carregar pequenos objetos das compras, se comportarem bem em casa, dividirem seus brinquedos. O importante é que eles entendam que as “boas ações”, ou seja, aquelas que você deseja que eles façam sempre, sejam recompensadas.

É importante que além dos passeios e dos brinquedos, você tenha um presente mais imediato em mãos, como um doce ou 30 minutos de videogame depois da criança fazer as tarefas obrigatórias. E quando der o “presente final”, a criança também deve saber que só ganhou aquele presente porque se comportou bem. E não vale amolecer o coração e dar o presente se ele não se comportar bem.

Crianças e dinheiro

Já muito pequenos, as crianças já conseguem entender que ao fazer boas ações, eles serão recompensados por isso. (Foto: brucesallan.com)

Já entre os 6 e os 12 anos, as crianças já passam a entende um pouco melhor o que é o dinheiro. Você pode até passar a dar uma pequena “mesada” para eles. Algo em torno de R$5 a R$10 por semana já são válidos. Se você tem filhos mais novos, eles tem que entender que os mais velhos ganham um pouco mais porque tem mais gastos, e eles irão ganhar mais quando envelhecer. O dinheiro deve ser um jogo aberto entre a família.

Mas eles não devem fugir das tarefas de casa não. Com essa idade, eles já podem ajudar na limpeza e organização de casa, além de terem de estudar. Estes comportamentos são recompensados com a mesada. Já vi famílias que faziam até um programa de metas e de bônus para as crianças. Isso pode incentivá-las a trabalharem em grupo. Mas faça metas realistas e que realmente os coloquem juntos.

O dinheiro que você dá também pode ser um bom começo para ensiná-los a economizar. Peça para que eles separem 20% de suas mesadas por semana. Ao final do mês, quem conseguir poupar os 20%, recebe uma recompensa financeira. E estes 20%, junto com a “recompensa”, vão para uma conta poupança. Dê um presente físico também, algo que a criança realmente goste, para que ela relacione o ato de poupar com um bom sentimento.

A partir dos 12 anos e até os 16, os adolescentes saem um pouco mais e tem mais obrigações. Se eles tem irmãos mais novos, eles devem ajudar nos cuidados com os irmãozinhos em casa, além das tarefas caseiras. Como um pouco mais é demandado deles, principalmente nos estudos, eles merecem uma quantidade maior de mesada, algo em torno de R$20 por semana ou até mais. Os bônus podem ser semanais ou mensais, baseados em notas, comportamento em casa, completar ou não tarefas que foram dadas. A partir dos 14, você pode incentivar seus filhos a te ajudarem em seu trabalho, se existe essa possibilidade, pagando um “salário” por isso.

Adolescentes e dinheiro

Na adolescência, a pessoa tem que buscar um pouco mais sua independência financeira com os próprios esforços e um pouco menos de ajuda dos pais. (Foto: anythinklibraries.org)

A partir dos 16, os jovens já podem procurar um emprego de tempo parcial para pagar boa parte de seus custos. Eles podem inclusive trabalhar de casa, com a quantidade de trabalhos que são oferecidos pela internet hoje em dia. Regule bem o tempo de trabalho dos jovens, pois eles tendem a ficar iludidos com os salários e deixam os estudos e outras coisas de lado. Se os estudos do jovem não o deixarem trabalhar nessa idade, peça que ele colabore de outras formas.
Quando o jovem chega na maioridade, uma boa parte deles ao redor do mundo já quer sair de casa. Se este for o desejo de seu filho, deixe claro que você não irá sustentá-lo e ele terá de trabalhar para isso. Você lógico, irá ajudá-lo a se sustentar. Mas a ideia aqui é ensiná-lo que a independência vem com um preço, que é o esforço pessoal para conciliar sua vida com os estudos e o trabalho.

Se você educou seus filhos corretamente, quando eles chegarem aos 18 anos, já saberão como poupar, já terão uma boa quantia de dinheiro poupada como um fundo de emergência e saberão se planejar financeiramente. O papel do pai e da mãe como suporte nunca irá acabar. Deixe claro para eles que tem um porto seguro e que você estará lá para ajudá-los. Vocês sabem o quão difícil é começar uma vida financeira e facilitar para seu filho não é um pecado. O pecado é querer fazer tudo por ele e não deixar ele ver que os esforços pessoais podem levá-lo longe.

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