Seja para o exterior ou seja mesmo dentro do Brasil, escolher como pagar suas contas durante a viagem é sempre um momento muito delicado. A ideia é sempre gastar o mínimo possível, mas é bem difícil controlar o bolso e os gastos em uma viagem. Muitas vezes, levamos dinheiro físico de mais ou de menos, e acabamos no prejuízo. Acaba que em toda viagem, quer você queira ou não, vai acabar precisando usar um cartão de crédito. Para não ser pego de surpresa com uma alta conta, é hora então de analisar qual o melhor cartão para viagem.

Cartões Gold e Platinum para viagens

Se você tem uma renda igual ou superior a R$2.000,00, faz mais de uma viagem ao exterior por ano e utiliza o cartão internacionalmente com uma certa frequência, você pode tentar fazer uma aplicação para cartões Gold ou Platinum. Ao utilizá-los para transações internacionais, você acaba pagando um pouco mais por conta do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras – 6,38%, no momento em que este artigo foi escrito). Porém, eles oferecem vários benefícios aos viajantes, como seguros de viagens mais baratos, serviços premium e especiais em hotéis e restaurantes, maior acúmulo de pontos e milhas nos programas de relacionamento e taxas de juros menores, geralmente.

Eles só são viáveis para este tipo de clientes por conta da anuidade, que é um pouco mais cara do que o normal. Todos os bancos oferecem estes cartões, com valores e condições bem competitivos. Recomendamos que você adquira um cartão deste tipo da instituição financeira com a qual você já se relaciona ou faça uma proposta para um dos cartões de crédito American Express.

Cartões Platinum e Gold

Estes cartões são para tipos de clientes muito específicos. Porém, se as viagens são constantes, podem ser até melhores e mais práticos do que as outras opções de nossa lista. (Foto: falandodeviagem.com.br)

Cartões pré-pagos para viagens

Estes são as verdadeiras estrelas das viagens internacionais. Em primeiro lugar, porque funcionam de forma idêntica aos cartões de crédito, pagando menos de imposto. Em segundo lugar, é muito fácil controlar suas finanças com estes cartões, uma vez que o crédito que você coloca neles é seu limite, e você precisa de dinheiro para poder colocar crédito. Logo, sem dinheiro, sem crédito e sem dívidas absurdas.

No Brasil, são três as principais opções: o Visa Travel Money/Cash Passport, o MasterCard Cash Passport e o American Express GlobalTravel Card. Entre esses três, a melhor opção é o American Express GlobalTravel Card.

Assim como seus companheiros, ele cobra uma tarifa de 2,50 dólares/euros ou 1,75 libras para saques. A taxa de conversão para moeda diferente da do cartão é que é o maior diferencial: apenas 3% sobre o valor já convertido. É um porém que não há cartões adicionais, mas uma vantagem que não há tarifa por inatividade por mais de 6 meses.

Os limites máximos de saque a cada 24 horas são de 1000 dólares, 800 euros ou 600 libras. Para carga e recarga, o mínimo/máximo é de 200 a 10.000 dólares, 200 a 8.500 euros e 200 a 6.000 libras. Em 12 meses, a recarga máxima permitida é o equivalente a 30.000 dólares.

O IOF cobrado sobre estes cartões é de apenas 0,38%, com conversão da taxa no dia da carga. Porém, é utilizada a cotação turismo, geralmente a mais cara no mercado. Caso haja perda ou roubo, ele é facilmente bloqueado e pode ter sua reposição imediata.

Só é importante que você veja se a moeda do país para onde você está viajando é suportada pelo cartão  GlobalTravel e que lá há uma boa rede de atendimento para cartões da American Express.

Para fazer seu cartão, basta acessar o site da American Express e fazer sua proposta.

Cartão pré-pago

Os cartões pré-pagos vieram para tomar o espaço dos Traveler’s Check e são uma das opções mais baratas para acesso ao dinheiro no exterior. (Foto: stb.com.br)

Cartões de débito internacionais

O Banco do Brasil, o Bradesco, o HSBC, o Santander e o Itaú fornecem a opção de cartão de débito internacional. A bandeira MasterCard não cobra tarifa de saque para cartões de débitos no exterior, tornando-a a melhor opção de cartão. A menor tarifa é do Bradesco, de R$7,90. Mas talvez, negociando, você consiga uma tarifa menor com seu banco.

A coração é do dia da transação, com IOF de 0,38&. Seu tipo de conta também influencia na cobrança de tarifa ou cotações mais vantajosas do que o câmbio turismo, sendo necessário que o cliente negocie com seu banco. Novamente, o Bradesco sai na frente pois seus gerentes tem uma maior liberdade de negociação do que outros bancos.

Em relação a um cartão pré-pago, a tarifa de saque é geralmente mais alta. Em casos de perda ou roubo, você terá um prazo maior para a reposição do cartão, o que pode ser um grande transtorno, e você pode acabar ficando sem dinheiro durante a viagem.

Cartões de crédito internacional

Bom, tirando que você pagará o maior IOF possível (6,38% no momento em que este artigo foi escrito), o cartão de crédito internacional pode ser uma opção para quem não quiser nenhuma das outras opções. Mas recomendamos que você só use este cartão como fonte adicional de dinheiro, e não como fonte principal, antes que você estoure seu orçamento da viagem. Na hora de escolher o cartão de crédito certo, siga seu bom senso, pesquise um bom bocado e escolha aquele que oferece as melhores condições, taxas e juros pela menor anuidade possível.

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