O investimento em imóveis tem atraído muitos brasileiros, principalmente pela supervalorização destes em nosso mercado. Porém, existem pessoas que não tem R$100.000,00 para investir em um imóvel na planta mas querem diversificar sua carteira de investimentos. Como fazer? Estas pessoas podem investir nos fundos imobiliários.

Os fundos imobiliários são investimentos possíveis na bolsa de valores e tem a função de captar recursos para empreendimentos imobiliários específicos, como flats, hotéis e shoppings. Grandes investidores normalmente compram cotas inteiras, enquanto pequenos investidores “alugam” cotas de instituições financeiras. Isso possibilita que a partir de R$100,00 você já pode participar de alguns fundos. Porém, é melhor começar a partir de R$1.000,00, devido as taxas de corretagem que fazem os pequenos investimentos não valerem a pena.

Sobre a liquidez dos fundos, é mais fácil compra-los e vende-los do que um imóvel em si, além de não ter envolvido o pagamento de porcentagens para o corretor de imóveis e uma maximização dos lucros. Porém, como é um investimento de renda variável, assim como um imóvel fixo, o fundo pode perder ou ganhar valor de acordo com o mercado, apesar de perdas não serem muito comuns neste tipo de investimento.

É necessário analisar a localização do mesmo, a possibilidade de vacância do imóvel ou a perda de inquilinos. Shoppings, por exemplo, raramente ficam vagos, podendo ser considerados um investimento de maior segurança dentro dos fundos.

Fundos imobiliários

O investimento em fundos imobiliários é uma boa opção para quem quer investir no mercado imobiliário mas não tem todos os recursos disponíveis para este tipo de investimento. (Foto: blog.invistaativa.com.br)

No caso de outros tipos de imóveis, existe também o CRI (Certificado de Recebíveis Imobiliários). Imagine um imóvel que foi financiado diretamente por uma construtora. Esta pode vender a parcela recebível por um valor à vista no mercado, ao invés de esperar todo o prazo para receber o financiamento, através da emissão de um CRI. Os rendimentos pagos pelo CRI, sejam eles mensais, semestrais ou anuais, são isentos de impostos de renda. O risco que se corre neste tipo de investimento é a inadimplência de quem comprou o apartamento. Portanto, analisar as taxas de inadimplência no pagamento de imóveis é o primeiro passou para saber se a rentabilidade de seu CRI pode ser prejudicada ou não.

Quem investe nos fundos imobiliários também tem que ficar de olho no IGP-M (Índice Geral de Preços do Mercado). Este é usado por muitos contratos de aluguéis como ajuste anual para o valor do mesmo. Se ele sobe, a rentabilidade do fundo também pode subir. Uma taxa de vacância alta, ou seja, a desocupação do imóvel é que pode impedir um crescimento da rentabilidade, se o IGP-M crescer.

Você só paga impostos quando vende a cota do fundo, caso haja valorização. Imóveis alugados podem ter um IR de até 27,5% sobre o valor da locação, maximizando os lucros de quem prefere os fundos imobiliários.

Para ajudar ainda mais na análise de risco dos fundos imobiliários, a BM&F Bovespa disponibiliza o Índice Imobiliário (IMOB), apresentando a evolução do preço das ações das empresas voltadas para esse mercado.

Ficou alguma dúvida pessoal? Não deixem de fazer suas perguntas no espaço de comentários!

Um comentário para “Como funcionam fundos imobiliários? São uma boa opção?”

  1. Rafael

    Tenho uma duvida com relação aos rendimentos, no caso dos fundos imobiliários eu tenho dois tipos de rendimento? Mensalmente e o próprio valor do titulo?

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