O ágio e o deságio são expressões usadas no mercado financeiro para definir o valor adicional de um título ou produto ou uma aquisição feita abaixo do valor de mercado.

O ágio define-se como o valor adicional cobrado em operações financeiras, sendo utilizado para diversos tipos de transações comerciais. Em um leilão onde há um valor mínimo de lances, por exemplo, o ágio é a diferença entre o valor do lance final e o lance mínimo. Em operações de câmbio, é considerado ágio o lucro resultante do câmbio da moeda ou da troca de papéis de crédito por dinheiro. Também é o conjunto das despesas que oneram as operações bancárias.

Já o deságio é a diferença entre o valor total de um título qualquer e um valor pago que seja menor do que esse valor total, menor do que o valor real do produto. A rentabilidade dessa compra será maior, devido à compra em melhores condições de preço.

No caso do uso do cartão de crédito, vamos explicar como funciona este ágio e deságio.

Conversão dólar para real

A diferença entre a taxa cobrada para o dólar em uma fatura de cartão no dia do fechamento e na data de pagamento configuram o ágio ou deságio. (Foto: orfury.com.br)

Conforme você já deve ter notado, sempre que você faz uma compra em moedas estrangeiras, aparece em sua fatura uma cotação do dólar para o dia do fechamento da fatura. Se você for no site do Banco Central e ver a cotação do dólar, o valor pode estar diferente, uma vez que ele é apenas uma referência para cálculo aproximado dos valores, e não uma taxa obrigatória.

Como a fatura do cartão de crédito é fechada com anterioridade ao dia do pagamento, na fatura do mês seguinte pode ocorrer diferença para mais (ágio) ou para menos (deságio( em função da variação da taxa praticada pela instituição entre o dia do fechamento da fatura e o dia do pagamento. Então, quando você ver na sua fatura um valor a mais ou a menos após um gasto em dólares no mês anterior, você já compreende agora que é o ágio ou o deságio em relação à data do pagamento de sua fatura, o que é bem justo para com o cliente que utiliza o cartão de crédito. Só é um pouco ruim quando a diferença é paga ao banco ao invés de ser creditada em sua fatura, mas são riscos inerentes à transações que envolvem o câmbio.

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