O come-cotas, nome dado ao desconto semestral de Imposto de Renda cobrado dos fundos de investimentos de renda fixa e DI, incidindo sempre sempre no último dia útil do mês de maio e de novembro, reduzindo a quantidade de cotas dos clientes no fundo de investimento. Esta cobrança é automaticamente efetuada pelos administradores dos fundos de investimento, antecipando o valor mínimo de imposto que será pago pelo cotista.

E não vale tentar fugir deste imposto. Ao resgatar o fundo antes, o cotista consegue fugir da diminuição das cotas de participação mas não da mordida do imposto, já que ele tem impacto na rentabilidade para investimentos de longo prazo pois, em juros compostos, o montante principal se torna muito relevante para os cálculos.

A diferença dos percentuais cobrados para aqueles correspondente ao prazo da aplicação, de acordo com a tabela regressiva, é provisionada como um valor complementar a pagar, denominado diferença de alíquota. Caso haja algum resgate da aplicação efetuada, será feita a cobrança da diferença de alíquota, de acordo com a alíquota devida de acordo com o prazo de aplicação do investimento no Fundo.

Comparando investimentos

Aplicações no tesouro direto também estão isentas do come-cotas. Este gráfico mostra uma evolução do investimento. Porém, é necessário lembrar que diversificar o investimento, mesmo com a presença do come-cotas, é de suma importância para diminuir seus riscos. (Foto: petracorretora.com.br)

As alíquotas do imposto para fundos que são classificados como de curto prazo são de:

  • 22,5% em aplicações com prazo até 180 dias
  • 20,0% em aplicações com prazo superior a 180 dias

Para fundos de longo prazo, as alíquotas do imposto são de:

  • 22,5% em aplicações com prazo até 180 dias
  • 20,0% em aplicações com prazo de 181 dias a 360 dias
  • 17,5% em aplicações com prazo de 361 dias a 720 dias
  • 15,0% em aplicações com prazo superior a 720 dias
Após 2 anos da aplicação inicial, atingindo a alíquota mínima, a diferença deixa de existir e o valor provisionado é revertido para o cotista. A diferença, quando existe, é paga quando é efetuado o resgate após a cobrança do come-cotas.
Investidores isentos ou imunes à tributação de IR devido a legislação não estão sujeitos ao come-cotas, além de também não estarem inclusos os fundos de investimento com classificação tributária de Ações, sendo o IR recolhido apenas no momento do resgate da aplicação. Fundos de previdência saem também na vantagem, vez que o come-cotas não se aplica também a este tipo de investimento.
Ao analisar um investimento, é muito delicado calcular o impacto do come-cotas em sua escolha para investir. Você deve analisar o impacto no curto, médio e longo prazo, além de incidir tal impacto sobre diferentes valores acumulados durante o período. Se há algum planejamento do resgate dessas finanças, é importante que o investidor tenha em mente qual será o impacto percentual provisionado pelo come cotas.
Nossa recomendação é que você avalie seu perfil como investidor e busque sempre aplicar diversificando seus investimentos, indo para curto, médio e longo prazo, mas mantendo um controle sobre os resgates e eventuais mudanças de aplicações financeiras. Consulte seu corretor, o gerente de seu banco e pesquise bastante para saber cada vez mais informações sobre os investimentos possíveis e sua rentabilidade.

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