Cada dia mais a previdência privada tem se tornado uma opção de investimento viável e popular entre os brasileiros. Algumas empresas já incluem como parte de seus benefícios o pagamento parcial da previdência privada aos seus funcionários. Mas seria este investimento bom, mesmo a longo prazo?

Primeiramente, você deve fazer um planejamento financeiro incluindo nele um valor fixo mensal que você não irá utilizar. Este valor deve ser separado para investimentos, seja sua opção a previdência privada ou não.

Que fique bem claro: o dinheiro investido não deve ser visto como recuperável em curto ou médio prazo. Para isso, você deve fazer um fundo emergencial com uma porcentagem do dinheiro poupado.

Independente do tipo de investimento, você deve saber assumir riscos. Taxas de juros podem baixar, rendimentos podem variar e nossa primeira reação é sempre o desespero, querer retirar o dinheiro e modificar o investimento. Investir demanda paciência e um grande jogo de cintura para lidar com as variações de mercado.

Investimentos de longo praz

Se você planeja alguma compra ou o dispêndio de algum dinheiro no curto ou médio prazo, a previdência privada não é a melhor opção para seu perfil. (Foto: paulocezarenxovais.blogspot.com)

Se o seu perfil é de alguém que busca segurança no investimento, a previdência privada é uma opção segura de renda fixa. Mas você tem que tomar cuidado com as taxas de administração porque tais taxas podem anular boa parte de seus rendimentos e a opção da previdência privada não vai ser melhor que a poupança ou CDB.

Fundos de renda fixa, tal como a previdência privada, devem ser utilizados por aqueles que estão começando a aprender como funcionam os investimentos. Começar a colocar seu dinheiro onde você não conhece e nem tem ideia dos resultados que vai obter vai só te causar stress desnecessário.

Se a taxa de juros está caindo, a remuneração dos fundos atrelados ao CDI (Certificado de Depósito Interbancário) não é tão lucrativa para o investidor. Fundos atrelados à inflação são mais rentáveis e uma opção para quem busca uma remuneração melhor dentro deste contexto de queda de juros. Para clientes que lidam com o longo prazo, a tendência é de que a previdência privada pague muito mais do que a poupança ou o próprio CDB (Certificado de Depósito Bancário). Mas preste atenção: em um contexto de longo prazo, aqui sendo no contexto de anos de investimento, o cenário pode mudar. Mas uma vez feito um investimento deste tipo, a recomendação é que ele não seja modificado.

Um dos maiores benefícios dos planos de previdência privada é a possibilidade de abater o investimento na declaração anual de ajuste de Imposto de Renda (IR). Existem dois tipos de planos de previdência privada: Plano Gerador de Benefício Livre (PGBL) e o Vida Gerador de Benefício Livre (VGBL). O benefício de abatimento no IR só é aplicável ao PGBL e quando feita a declaração completa. A dedução do valor investido no plano de previdência é limitada a 12% da renda bruta anual tributável do contribuinte.

Em comparação de investimentos isentos de IR, o ramo imobiliário torna-se uma opção muitas vezes mais lucrativa e com retornos em um prazo menor. É possível fazer a administração própria da previdência, utilizando de aplicações no mercado real, com pequenos negócios, ou nos títulos do Tesouro.

São muitos cálculos a serem feitos e porcentagens a serem calculadas para verificar a rentabilidade do produto. O gerente de seu banco pode ser uma boa fonte de informações. Mas você tem de ir munido com informações suficientes, pois como ele tem de bater algumas metas, provavelmente vai querer te empurrar diferentes produtos que podem não ser muito bons para seu perfil. Lembre-se sempre que o conhecimento é poder.

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  1.  Quando vale a pena abandonar seu plano de Previdência?

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